25
Ago
Testámos o Huawei Ascend P2
por CVF Huawei , Ascend P2 , K2V3 , Emotion UI
No cartão de visita do Huawei Ascend P2 é possível ler ‘O mais rápido smartphone do mercado’. Num mercado onde abundam dispositivos equipados com processadores poderosos e com desempenhos que os posicionam ao nível dos computadores portáteis ou de secretária, o título auto-imposto pela Huawei pode parecer um pouco exagerado.
Preciosismos à parte, o Huawei Ascend P2 é um dos primeiros smartphones a incorporar um modem LTE Class 4 que lhe permite navegar na Internet através de uma ligação 4G a 150 Mbps.




O Ascend P2


Ao longo dos últimos anos a Huawei tem vindo a reforçar a sua imagem global através da introdução de dispositivos que continuam a ser acessíveis mas que têm uma identidade própria e não desiludem do ponto de vista técnico.
O Ascend P2 enquadra-se na gama média alta, embora o preço o situe na categoria logo abaixo, e oferece um conjunto de especificações técnica bastante interessantes.
O ecrã HD de 4.7 polegadas (resolução de 720x1280 pixels), com boa luminosidade, é um dos pontos mais evidentes deste dispositivo e acaba por definir as dimensões gerais do smartphone. Para compensar a inevitabilidade das dimensões algo generosas, a Huawei compensou reduzindo a espessura do Ascend P2 o que contribui para uma linhas elegantes e agradáveis.



No interior é possível encontrar um processador ARM quad-core de fabrico próprio – o K3V2 a 1.5 GHz – 16 GBytes de espaço de armazenamento e 1 GByte de RAM, uma mega bateria de 2420 mAh e uma câmara fotográfica posterior de 13 MPixels com HDR e capaz de gravar vídeos Full HD a 30 fps.

Onde o Huawei Ascend P2 desilude um pouco é na qualidade geral dos materiais usados – não obstante o ecrã estar revestido com uma película Gorilla Glass 2 – com os plásticos usados na parte posterior a deixarem uma sensação de fragilidade que na realidade não existe. Para garantir uma boa robustez a Huawei optou por eliminar os elementos amovíveis, o que significa que no Ascend P2 não existe uma tampa posterior que dá acesso à bateria, compartimento para o cartão SIM ou de memória.




O cartão SIM pode ser inserido numa abertura lateral, que normalmente se encontrará coberta por uma pequena e frágil tampa, enquanto simplesmente que não existe um slot de expansão para cartões de memória.
Outra das particularidades deste equipamento é a possibilidade de poder ser usado com luvas ou em ambientes muito frios – Gloves Mode - onde a detecção de toque passa a ter uma maior sensibilidade.



Android e Huawei Emotion UI


Tal como a maioria dos modelos Android recentes da Huawei, o Ascend P2 conta com o Android 4.1.2 e com a Interface alternativa criada pelo próprio fabricante chamada Emotion UI.



Esta última vem simplificar a utilização do equipamento ao agrupar certos módulos nos homescreens - caso dos atalhos para as aplicações instaladas – e a dar acesso a funcionalidades que não estão disponíveis directamente no Android.

Os Temas permitem mudar radicalmente o aspecto do Android, afectando fundos, ícones, o ecrã de bloqueio e até o aspecto de algumas das aplicações nativas. Já os Perfis ajudam a modificar temporariamente a forma como o Android funciona adequando sons, vibração e notificações, por exemplo, a ambientes onde alguma discrição é desejada (reunião, cinema, nocturno, etc).
Há ainda mais aplicações e widgets específicos da Huawei que facilitam a gestão e sincronização de conteúdos no terminal.



A fluidez geral de navegação é bastante boa mas é pontualmente comprometida pela utilização de temas mais ‘pesados’ graficamente. Ao retornar ao homescreen é notória a dificuldade que o ambiente muito rico graficamente coloca ao processador quad-core do Ascend P2.

Uma nota ainda para o software de sincronização com o computador de secretária que se encontra no próprio terminal e é instalado quando se conecta o mesmo pela primeira vez (escolha a opção HiSuite e siga as indicações que aparecem no ecrã).






Apreciação global


O Ascend P2 acaba por demonstrar ser um bom compromisso entre funcionalidade, qualidade e preço permitindo ao utilizador obter um conjunto tecnológico muito competente e actual sem ter que despender muito dinheiro.
Alguns dos ‘trunfos’ do Ascend P2, como a bateria de 2420 mAh, a câmara fotográfica de 13 MPixels ou o suporte para redes 4G a 150 Mbps, são bom argumentos de marketing embora numa utilização real não oferecem a diferença que se esperaria para outros modelos.



Numa utilização intensiva o consumo de energia é bastante elevado, algo que nem a grande bateria consegue compensar. Se em modo de stand-by se pode contar com uma boa autonomia, uma vez libertado o poder do Ascend P2 começa a ser evidente que será obrigatório fazerem-se compromissos para que a carga da bateria seja suficiente para um dia completo.
Os 5 MPixels extra oferecidos por esta câmara fotográfica, comparativamente com o Ascend P1 ou P6, não são evidentes nem beneficiam claramente o resultado final. Já as comunicações a 150 Mbps não passam, por enquanto, de uma ilusão uma vez que a maioria das operadoras móveis ainda não dispõe de um sinal 4G suficientemente estável e potente para garantir a velocidade anunciada.

Pontos a favor:
- Ecrã HD de 4.7 polegadas que pode ser operado com luvas
- Design elegante e leve
- Câmara fotográfica com suporte HDR para vídeo
- Interface simplificada e software extra
- Preço

Pontos menos conseguidos
- Materiais usados na tampa posterior
- Autonomia prejudicada pelo consumo excessivo quando se tenta
tirar todo o partido do que o Ascend P2 tem para oferecer
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