20
Jun
Aquisição da Nokia: Huawei desmente rumores, Microsoft desiste
por Pedro Ivo Faria Nokia , Huawei , Microsoft
Nos últimos dois dias a Nokia esteve em destaque como consequência de dois artigos publicados no Financial times e no Wall Street Journal que davam conta do interesse de outras companhias na aquisição da sua unidade móvel.
Condenada a militar no fundo da tabela dos 10 maiores fabricantes de smartphones, a companhia finlandesa começa a ser cobiçada por outras empresas que vêm numa possível aquisição uma forma de reforçarem a sua influência no segmento móvel.

Os rumores de que a Huawei estaria ‘aberta à ideia de comprar a Nokia’ já foram comentados por responsáveis da companhia chinesa que afirmam peremptoriamente que ‘não existem quaisquer planos para adquirimos a unidade móvel da Nokia’.
Toda esta situação surgiu após o chairman da Huawei ter afirmado durante uma entrevista que a sua companhia estava a estudar vários cenários, incluindo a aquisição de outras empresas, que permitam reforçar e solidificar a sua presença no mercado. A Huawei ocupa presentemente o quarto lugar entre os fabricantes de smartphones e tem vindo a aproximar-se gradualmente da LG que detém a posição imediatamente acima.



Já o Wall Street Journal noticiava que a Microsoft esteve a um passo de concretizar a aquisição da Nokia mas que tudo falhou ao último momento devido à má situação financeira que ambas as empresas atravessam.
Apesar de existirem há muito rumores acerca deste tipo de aproximação entre as duas empresas, o WSJ refere que as conversações terão tido início este mês e que foram terminadas pela Microsoft.

Em termos práticos a aquisição da Nokia por parte da Microsoft só faz sentido num cenário em que exista um risco real da companhia finlandesa vir a ser comprada por outra empresa que pretenda passar a equipar os smartphones finlandeses com outra plataforma móvel. Só mesmo a ameaça de se ver privada do principal fabricante de dispositivos Windows Phone poderia forçar a Microsoft a investir na aquisição da Nokia.
Neste momento a companhia norte-americana tem o controlo absoluto dos terminais produzidos pela Nokia, fruto de políticas restritivas tanto a nível de software como de hardware, e pouco ou nada teria a beneficiar da incorporação da unidade móvel na sua estrutura.

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