14
Set
HP pondera regressar ao segmento móvel
por Pedro Ivo Faria HP , Palm , WebOS , Gram , Android , Windows Phone 8 , Blackberry 10
Há 10 anos a HP era a força a bater no segmento móvel. A linha iPaq criada pela Compaq e integrada na companhia quando se deu a fusão batia categoricamente a concorrente fruto de um design bem conseguido e de um conjunto de especificações técnicas avançada (para a altura).
Com a aposta tardia nos PDA Phones a HP perdeu praticamente toda a sua vantagem no segmento e acabou por ser relegada para segundo plano por marcas generalistas como a Qtek (agora HTC) ou a E-TEN (agora Acer).
As aspirações da HP esfumaram-se com o fim do Windows Mobile e a companhia nunca chegou a apostar verdadeiramente nas alternativas que existiam na altura.

Com a aquisição da Palm a HP regressou ao segmento móvel ‘pela porta grande’ e rapidamente pôs em prática uma estratégia para levar a sub plataforma móvel a diversos tipos de dispositivos. Tudo parecia correr bem até a HP ter constatado que não era financeira viável erguer sozinha uma nova plataforma móvel. O WebOS, que iniciou a sua carreira como uma das maiores promessas desde o lançamento do primeiro iPhone, desapareceu com a mesma rapidez com que surgiu.

No último mês a HP procedeu a uma reestruturação da sua aposta no segmento móvel e criou duas equipas distintas: a Gram que recupera o WebOS, o Enyo e as soluções cloud da companhia e uma nova unidade chefiada por Alberto Torres (o homem que liderava a equipa a equipa MeeGo na Nokia) mais dedicada ao hardware e tablets.
Foi a própria CEO da HP, Meg Whitman, que admitiu que a companhia necessita de regressar ao segmento dos smartphones. ‘Há muito gente que nunca conseguirá aceder a um tablet, PC ou desktop. Essas pessoas passarão a organizar as suas vidas digitais a partir do seu smartphone. Nós podemos aproveitar essa necessidade, mas temos de um fazer melhor e mais rápido do que na última vez’.

De fora dos planos fica, por enquanto, o regresso ao WebOS, com a companhia a optar por uma das duas plataformas móveis disponíveis: o Android ou o Windows Phone 8. Enquanto uma boa parte dos analistas se inclina mais para a adopção do Windows Phone 8, nos logs de alguns websites de benchmarking surgiu o HP Blender equipado com um ecrã HD (720x1366 pixels), processador dual-core Qualcomm Snapdragon S4 a 1.5 Ghz e o Android 4.0.
O regresso ao segmento móvel com dispositivos Android ou Windows Phone acarreta grandes riscos para a HP que terá imensa dificuldade em superar as marcas que lideram cada uma das plataformas - Samsung e Nokia – e muito provavelmente irá ‘engrossar’ a lista de empresas que lutam para se manter viáveis.

Mais remota parece ser a aposta no Blackberry 10, que agora está aberto para licenciamento, mas a suas juventude e atrasos registados no desenvolvimento poderão ser entraves demasiado grandes para serem ultrapassados. A forte implantação no mercado corporativo poderia dar à HP a estrutura necessária para aproveitar da melhor forma possível a mais profissional e corporativa plataforma móvel do mercado, mas os risco de insucesso são bem maiores.


Esta notícia já foi consultada 25266 vezes
 
 
Publicidade