11
Set
HTC não rejeita hipótese de vir a usar a plataforma Blackberry 10
por G5 HTC , RIM , Blackberry 10
Se os ‘desaires’ WebOS e MeeGo serviram para alguma coisa, foi para deixar bem claro que uma plataforma móvel, independentemente das suas qualidades, necessita de um forte apoio dos fabricantes para vingar. Os milhões investidos pela Microsoft e Nokia na promoção do Windows Phone são também uma clara imagem dessa dependência e um dos motivos que está a preocupar a RIM que se prepara para introduzir a sua nova solução móvel no mercado.

Com os volumes de vendas a baixarem significativamente nos últimos 12 meses, e com a base de clientes leais a deteriorar-se a cada mês que passa, a RIM aceder a experimentar uma via que até à pouco tempo teria sido rejeitada sem qualquer margem para dúvida.
Para ajudar no arranque do Blackberry 10, a RIM está à procura de outros fabricantes que estejam interessados em licenciar a sua plataforma e apostarem numa via diferenciadora.

Depois da Samsung ter negado categoricamente qualquer interesse na plataforma móvel da RIM ou a existência de contactos com a finalidade de avaliar a possibilidade de a integrar em futuros produtos, as atenções viram-se agora a HTC que necessita urgentemente de encontrar o rumo certo para a recuperação.
Com as vendas a continuarem a cair de trimestre para trimestre, algo que nem a linha HTC One conseguiu contrariar até ao momento, e com o fraco entusiasmo existente em redor do Windows Phone 8, a adopção de uma nova plataforma móvel poderá ser uma via viável para a companhia chinesa.

Quando questionado, o director de produto da HTC EMEA, Graham Wheeler, afirmou ‘não ter conhecimento de qualquer aproximação à RIM mas que, no ponto em que a companhia se encontrava, não era possível excluir qualquer plataforma móvel aberta para licenciamento. O que realmente nos interesse é se é a melhor solução para os nossos clientes’.
Para a RIM, o licenciamento da plataforma Blackberry 10 não é, na realidade, um novo passo para a companhia. Desde que adquiriu a plataforma QNX, que serviu de base ao PlaybookOS e agora ao Blackberry 10, que a RIM dispõe de um programa de licenciamento (para o QNX) que envolve clientes e parceiros em todo o mundo. O alargamento a uma segunda plataforma, mesmo que tenha uma base comum, não deverá ser difícil de gerir. A única desvantagem apontada pelos analistas passa pela hipótese da RIM perder alguma da sua identidade, com o lançamento de outros terminais Blackberry 10 fabricados por outras marcas, mas o risco de levar para a frente, sozinha, uma nova plataforma pode ser bem superior.

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