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Jun
Apple apresenta o iOS 6
por CVF Apple , iOS 6 , iPhone , iPad , iPod
A Apple já deu a conhecer a próxima geração da sua plataforma móvel e, como vem sendo hábito, a companhia norte-americana volta a subir a fasquia que serve de referência a todo o mercado.
O iOS 6 chega com mais de 200 pontos melhorados em relação à versão actual e com um leque de novidades suficientemente vasto para o tornar incontornável para quem dispõe de um iPhone ou iPad.

Parte das novidades passam pelo aperfeiçoamento ou alargamento de funcionalidades que foram integradas no iOS 5. O Siri, por exemplo, passou a ‘falar’ espanhol, o Facebook encontra-se integrado no sistema operativo (como já acontecia com o Twitter), há botões na barra de notificações para se publicarem conteúdos no Twitter e no Facebook, o FaceTime pode ser usado através de ligações 3G e há mais widgets disponíveis para o centro de notificações.
A integração de todas estas tecnologias irá permitir, por exemplo, que se use o Siri para actualizar o estado do Facebook, aceder ao Netflix, classificar (com likes) vídeos, aplicações, livros e episódio televisivos ou simplesmente verificar se os amigos se encontram online.



Uma das novidades mais visíveis é a nova aplicação de mapas que deixa para trás os mapas da Google e passa a oferecer navegação turn-by-turn. Esta aplicação pode funcionar em conjunto com o Siri, recorre a mapas da OpenStreetMaps e da TomTom (TeleAtlas), conta com mais de 100 milhões de pontos de interesse (cortesia da Yelp!), serviços de informação de trânsito baseados no feedback dos utilizadores e um modo 3D a que a Apple chamou ‘Flyover’.
Nesta fase a solução adoptada pela Apple ainda não está ao nível da que existia no iOS 5 quando eram usados os mapas e serviço da Google (o Flyover não é comparável ao Street View e os mapas são menos completos)




A Apple estreia-se também no segmento dos pagamentos móveis com o Passbook, uma aplicação desenhada para guardar informação sobre cartões de crédido, débito e de fidelização e interagir directamente com os sistemas de pagamentos mais comuns. A aplicação é capaz de gerar QRCodes a partir da informação armazenada, em especial para os bilhetes de cinema, teatro, avião ou entradas em recintos e apresentá-los no lockscreen para que não seja necessário procurá-la quando for necessária.




As lojas de aplicações, música e livros sofreram uma remodelação significativa que as tornou mais actuais e próximas do MacOS em termos de aspecto. Também o browser nativo recebeu a atenção da Apple e está mais rápido e fluído. Já é possível navegar em modo fullscreen quando o iPhone está em landscape, no iPad existe um tabulador que liga directamente à conta iCloud, é possível publicar fotos e vídeos e os conteúdos podem ser consultados mais tarde sem uma ligação à Internet (modo offline).

Entre as novidades menos visíveis encontra-se uma aplicação dedicada aos podcasts, a capacidade do iOS 6 receber avisos de emergência emitidos pelo governo norte-americano e a possibilidade de se arrastar as listas para baixo para actualizar o seu conteúdo (pull to refresh) ou de rejeitar uma chamada enviando uma mensagem de texto (‘Estou ocupado, ligo mais tarde’).
As aplicações que foram descarregadas e ainda não foram usadas passam a estar assinaladas como novas, o Find my Friends tem a possibilidade de avisar sempre que um amigo entra numa dada área (útil para quem tem filhos), o Find my Phone tem o modo ‘Perdido’ que permite enviar uma mensagem a quem o encontrou, o módulo de telefone tem uma nova interface e o alarme pode usar uma música para despertar.

O iOS será disponibilizado dentro de um par de meses e poderá ser usado na maioria dos dispositivos Apple em actividade. Mesmo o ‘velhinho’ iPhone 3GS e o iPad de segunda geração poderão receber o iOS 6 embora nem todas as funcionalidades estejam disponíveis por falta dos componentes hardware fundamentais ao seu funcionamento.

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