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Mar
Microsoft reconhece que existem limitações no Windows Phone 7 Tango
por Pedro Ivo Faria Windows Phone , Tango , Mango , Nokia Lumia 610 , ZTE Orbit , Android
Durante o Mobile World Congress a grande estrela dos dispositivos baseado no Windows Phone era, na realidade, o modelo com especificações técnicas mais modestas. Tanto o Nokia Lumia 610 como o ZTE Orbit marcavam o início de uma nova etapa na vida do Windows Phone 7. Com esses dois modelos, e com a nova versão do sistema operativo móvel da Microsoft, o preço de venda ao público dos terminais Windows Phone cai para valores até agora inalcançáveis.

A solução para se conseguir dispositivos mais baratos foi baixar os requisitos mínimos para a plataforma que estavam em vigor desde que esta foi apresentada há bem mais de um ano. Para o Windows Phone 7 Tango a Microsoft passou a exigir que os dispositivos contassem, pelo menos, com processadores a 800 MHz (no Mango o mínimo é 1 GHz), 256 Mbytes de RAM (contra os 512 Mbytes do Mango), câmaras fotográficas de 3 MPixels e a bússola digital deixa de ser obrigatória.



A consequência deste ajuste de especificações é a inibição de certas funcionalidades nos modelos mais modestos, como é o caso do Nokia Lumia 610 e do ZTE Orbit. As restrições serão activas, ou seja, é o próprio sistema operativo que as impõe para evitar que o desempenho e funcionamento dos restantes módulos possa ser degradado por situações menos convenientes.
O Windows Phone 7 deixa de contar com:
  • background agents, as aplicações que correm em segundo plano (Skype, mapas, instant messaging, etc),
  • não permite a troca rápida de aplicações (as aplicações deixam de ser mantidas em memória quando o utilizador activa outra),
  • O serviço Bing Local Scout não está activo,
  • As imagens e fotos não são enviadas automaticamente para o serviço Skydrive (só a pedido do utilizador),
  • Não há suporte para reprodução de vídeo em formato HD (pelo menos com todos os codecs),
  • Não se pode gerir subscrições de podcasts e videocasts,
  • Há restrições para as aplicações que fazem um uso mais intensivo da capacidade de processamento, nomeadamente os jogos mais avançados.


Ao se considerar o objectivo explícito da Microsoft ao baixar as especificações mínimas dos terminais Windows Phone – combater o Android no segmento de gama média-baixa – as restrições impostas retiram grande parte das funcionalidades introduzidas na actualização Mango (mult-tasking, por exemplo) e impedem a utilização de tecnologias muito em voga (a realidade aumentada, …). Este passo atrás coloca o Android fora do alcance do Windows Phone mesmo em terminais claramente mais modestos e ainda mais baratos que o preço que a Microsoft pretende alcançar.
Não será difícil encontrar terminais Android de marcas reconhecidas (Samsung, LG, Sony-Ericsson, ZTE, Huawei, etc) com especificações idênticas ou inferiores às do Nokia Lumia 610 ou ZTE Orbit, com preço substancialmente mais baixo (em certos casos é quase metade) e com funcionalidades muito mais avançadas.

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