24
Jan
Analistas estimam que a Nokia terá vendido 1.3 milhões de Lumia
por Pedro Ivo Faria Nokia , Windows Phone , Symbian , Microsoft , Gartner , Bloomberg
A saúde de uma empresa pode ser comprovada pelo nível de vendas que vai atingindo trimestre após trimestre. Os números, que na maioria das vezes prov~em do mercado e não dos fabricantes, ilustram até que ponto as estratégias estão a dar frutos ou se, pelo contrário, é necessária uma mudança profunda.



A Nokia decidiu enveredar por este último caminho quando começou a constatar que o Symbian não tinha capacidade de lutar de igual para igual com o iPhone e o Android.
O anúncio de que o Windows Phone seria a sua nova plataforma estratégica veio deitar por terra a pouca confiança que o mercado ainda tinha no Symbian obrigando a companhia finlandesa a registar uma quebra de 25% nas suas vendas em 2011 (quando comparadas com o melhor ano de sempre da Nokia que foi em 2010).

Sendo uma aposta que não pode produzir resultados intermédios, é na verdade um caso de Sucesso ou Fracasso, as vendas dos primeiros Lumia durante o final do ano de 2011 estão longe de compensar as perdas do Symbian.
Logo a seguir ao anúncio da parceria com a Microsoft, os terminais Symbian foram alvo de embargo por várias operadoras móveis, o que originou uma quebra significativa nas encomendas e a eminência da queda para o terceiro lugar entre os fabricantes de smartphones.

Uma vez que nem a Nokia nem a Microsoft parecem estar dispostas a anunciar o volume de Lumias vendidos (algo que seria lançado aos quatro ventos caso as vendas tivessem sido extraordinárias), a Bloomberg pediu a opinião a 22 dos mais relevantes analistas de mercado.
A média situou-se nos 1.3 milhões de unidades vendidas e resulta de opiniões bastante divergentes com os mais pessimistas a estimarem que tenham sido vendidos apenas 800 mil unidades enquanto que os optimistas apontam para os dois milhões.

As estimativas para 2012 e para 2013 não traçam um bom cenário para a Nokia e para o Windows Phone já que se espera que as vendas da nova ‘plataforma estratégica’ da companhia finlandesa não alcancem os números obtidos pelo Symbian em 2009, 2010 e mesmo em 2011.

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